Qual é a diferença do medicamento líquido e comprimidos?

Não existe o melhor medicamento, mas, sim, o mais apropriado para cada perfil

É muito comum as pessoas demonstrarem dúvidas em relação a consumir um medicamento líquido ou em forma de comprimidos. Você já parou para pensar nisso?

Antes de explicar a diferença entre eles, vale destacar que as apresentações podem ser classificadas não só em sólidos (comprimidos, cápsulas e pílulas) e líquidos (xaropes, colírios, solução e suspensão), como também em pastosos (cremes e pomadas).

O primeiro ponto a ser ressaltado é que não existe o melhor medicamento, mas, sim, o mais apropriado para cada faixa etária e perfil de paciente. No caso de crianças, por exemplo, é muito mais fácil administrar medicamentos líquidos, já que elas apresentam mais dificuldade ou mesmo não conseguem engolir os comprimidos.

Benegrip Multi, por exemplo, tem cheiro e sabor de frutas vermelhas exatamente para facilitar a ingestão pelos pequeninos. Os idosos também formam um grupo que pode apresentar limitações de deglutição, o que dificulta o uso de comprimidos.

Nesses casos, sempre opte pela versão líquida em vez de cortar ou triturar os comprimidos para facilitar a ingestão. Apesar de parecer uma atitude inocente, sua prática pode resultar em perda de uma parcela das substâncias contidas no medicamento e prejudicar a absorção pelo organismo.

Sobre o tempo de ação do líquido e da pílula, é verdade que o medicamento líquido produz o efeito mais rápido se comparado à versão sólida, pelo simples fato de que o comprimido precisa ser dissolvido pelo nosso organismo para iniciar seu efeito terapêutico, enquanto o líquido não precisa passar por este processo.

Outra dúvida muito comum entre os pacientes é saber qual é o tipo de bebida ideal para ingerir os comprimidos. O mais indicado é sempre água, pois a interação de sucos, leite e refrigerantes com a medicação pode comprometer a absorção e ação do medicamento.

Por outro lado, ingerir o medicamento sem nenhum líquido também pode ser prejudicial, já que a pílula corre o risco de ficar presa no esôfago e, além de irritar a mucosa, o incidente pode interferir no início de sua ação no organismo. Por isso, é sempre importante ler a bula e seguir as orientações sugeridas pelo fabricante.

Qualquer que seja a opção prescrita pelo médico, é fundamental manter o medicamento longe de umidade, calor e crianças. As ações da oscilação de temperatura podem comprometer a validade e a função do medicamento. Em caso de dúvidas, consulte o médico!

Fontes: Anvisa. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/hotsite/genericos/profissionais/conceitos.htm. Acesso em: 30 de março de 2017. Anvisa. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/propaganda/educacao_saude/caderno_professor.pdf. Acesso em: 30 de março de 2017.